Lita

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    Amy

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    Lita

    Mensagem por Amy em Seg Ago 01, 2011 11:49 pm

    [Antes de mais, queria explicar a minha ideia para não andarem confusos ou começarem a julgar, etc. Então é assim, aqui vou postar promos sobre o passado da minha personagem. O que aconteceu durante a vida dela, depois de ter saído da federação que antes estava… Uma história que criei e que vai ter semelhanças com a Lita, noutros aspectos. Na outra parte, a dos combates, vou falar do presente, estando a minha personagem já na UWA. Pode ser um pouco confuso, mas aos poucos esperam que entendam.]

    ***

    Estava um bom dia. O sol brilhava, o céu estava limpo, havia um fresco confortante no ar. A viagem estava a ser duradoura, para um lugar longe de tudo. Da alegria, dos sorrisos, das grandes cidades, do movimento, dos acontecimentos que se tornavam história. A paisagem era igual. Terra batida, algumas árvores dispersas umas das outras. Não havia cor. Não se conseguia ver nada mais à frente, apenas uma longa estrada. Aquela paisagem era cansativa aos olhos de qualquer um. Para os olhos de quem vê aquele ambiente pela primeira vez. A verdade, é que não era agradável. A vida, antes, era bem melhor Aplausos, assobios, tanto faz. Era o mundo perfeito. Um erro… levou-a para o lugar mais desprezível, nojento, sem alma, sem cor. O mundo dela mudou…


    08:07h

    Maria: Parece que vamos ter companhia. – disse ao resto do grupo, rindo-se - Psiiiu, óh tu! – dirigindo-se à nova rapariga. Esta, sem medo, avança:

    ???: Que queres?

    Maria ri-se e levanta-se…

    Maria: Que eu quero? - não tendo gostado da forma como a tal rapariga lhe falou, deu-lhe um estalo - Vais é começar a falar bem para mim, cuidado!

    A rapariga, sangrando do lábio, ri-se… Maria repetiu a cena e avisou-a mais uma vez. A rapariga voltou a sorrir…

    ???: Não me metes medo… - virou as costas e foi embora, deixando Maria desconfortável e furiosa. Todas as outras mulheres que se encontravam no pátio sussurravam com o que se tinha passado, olhavam surpresas para Amy, pois esta enfrentou a líder da prisão, e perguntavam umas às outras o porquê da nova residente estar presa…

    Passados alguns dias…

    O ódio por Lita aumentava cada vez mais, Maria, juntamente com as suas companheiras, planearam algo: fazer uma espera a Lita para lhe baterem e assustarem-na de forma que esta não se metesse mais com a líder. Contudo, Lita soube “estudar” a sua rival o suficiente para lhe estragar os planos. Amy lutou contra Maria e foi o suficiente para a deixar sem consciência. As suas companheiras, com medo, fugiram e refugiaram-se nas suas celas...

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    Amy

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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Qua Ago 03, 2011 10:59 am

    Três meses depois…

    Lita era a nova líder da prisão, se bem que ela não se importava com isso e ninguém se atrevia a confrontá-la, porém, o seu passado continuava uma incógnita. Surgiam a Lita pensamentos que a faziam ficar mais revoltada com tudo e todos…

    Foram momentos difíceis, desde a sua infância, adolescência, até agora, Lita cresceu num ambiente hostil. Não soube viver aqueles momentos que todas as meninas vivem, não soube brincar nem sorrir de felicidade. O medo perseguiu-a… O medo de que o seu passado voltasse, de reviver tudo. Ao longo da sua vida, fez o necessário para conseguir sobreviver. Roubou, lutou, até que matou e esse foi o motivo que a levou para a prisão…

    Era na luta que Lita conseguia descarregar a sua fúria, era naquele pequeno espaço que se sentia bem, os dias iam passando e ela tornava-se cada vez mais forte, o seu medo acerca do passado ia diminuindo… Já era capaz de enfrentar qualquer pessoa que tivesse a intenção de lhe fazer mal, conseguia encarar e até intimidar quem lhe fizesse frente… Apesar de acreditar que tinha superado tudo, na verdade sabia que era mentira. Era apenas uma forma de conseguir esquecer todo o seu sofrimento.

    Vingança. Era a palavra que mais pensava, que mais dizia. Para conseguir tinha de enfrentar aquele que outrora lhe fizera mal. Não era fácil tomar essa decisão, por isso mesmo, decidiu vingar-se em todos aqueles com quem lutava, era uma maneira de não se lembrar, por um momento, de certas coisas. Entrou no mundo do wrestling, aí lutou com garra, triunfou. Era arrogante, sim, mas todo este carácter desenvolveu-se em função da tristeza, da angústia e revolta. Mesmo assim, não se sentia satisfeita e quando tudo acabou, decidiu fazer uma coisa que mudou a sua vida. Passado esse tempo, conseguiu e matou o homem que lhe tirou tudo. Matou-o e não se arrependeu.

    A verdade é que tinha tudo planeado, mas nada do que pensou aconteceu. Ela combinou um encontro com esse homem, para lhe dizer que tudo o que lhe fizera antes já não tinha importância, que estava disposta a perdoar. Para tal, teve de o atrair até a um lugar e conseguiu. O plano era simples. O homem “acreditou” e tentou aproveitar-se dela, foi aí que o seu medo e pânico surgiram. A única diferença é que antes, não sabia como se defender… Agora, tinha a força suficiente para parar com aquele abuso. Ripostou e matou-o. Fê-lo num acto de defesa. Sentiu-se mais livre depois de o ter feito. Conseguiu cumprir o seu objectivo. O problema é que a polícia não acreditou nela. Foi presa. Tinha a consciência limpa, mas não merecia estar naquele lugar imundo.


    Mas a justiça ainda não tinha sido feita…
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    Amy

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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Qua Ago 03, 2011 7:42 pm

    Junho de 2010

    Numa manhã, Lita foi chamada até à sala de visitas. Ficou admirada, não sabia qual o motivo de alguém ir falar com ela. Devido ao passado que teve não conseguiu arranjar amigos, aliás, arranjava-os mas aproveitava-se deles.

    Sentou-se na cadeira e baixou a cabeça até que sentiu alguém à sua frente, quando olhou, ficou incrédula, não percebeu como era possível…


    No dia da vingança, ela assassinou aquele que lhe fizera mal, assim pensou. A verdade é que o sujeito foi levado para o hospital e conseguiu sobreviver. Enquanto Lita, foi levada para a prisão pensando que o seu pesadelo tinha chegado, finalmente, ao fim. Agora, só precisava de esperar para sair em liberdade. Mas esse homem, José, foi recuperando e também se queria vingar de Lita. Adorou vê-la presa, e ele ali, livre, como se não tivesse feito nada de mal.

    Actualmente, José tinha 45 anos. Era padrasto de Lita. Quando conheceu Emília, a mãe de Lita, esta última apenas tinha 3 anos. O ambiente em casa não era o melhor, a mãe não tinha um trabalho certo. Casou-se com José pensando que este era rico. Ela sabia que se conseguisse ter dinheiro podia dar uma vida melhor à filha. O ex-marido deixou-a quando ainda estava grávida. Teve de fazer tudo, sem a ajuda de ninguém. O problema é que Emília enganou-se. Aparentemente, José tinha ar de pessoa com poder, vestia-se bem mas não passava de uma farsa. Durante os anos de casamento entre ambos, Emília sofreu de violência doméstica, ficando, muitas vezes, sem consciência, e assim, José aproveitava-se de Lita que, indefesa, nada podia fazer. Nestas condições, o medo falou mais alto e aos 14 anos foi abandonada pela mãe, ficando só com aquele que lhe causava grande sofrimento e, mais tarde, fugiu de casa. Desde então, nunca mais viu a mãe, nem manteve contacto com ela. Os anos passaram e Lita tornou-se numa mulher inteligente, bonita, mas sempre lhe faltou, essencialmente, duas coisas para seguir em frente. O amor da mãe e o “obstáculo” que voltou a assombrar-lhe a vida…

    Lita: Como é possível estares aqui? (disse de uma forma agitada).

    José: Sobrevivi, querida. Não é um milagre? (sorrindo) A tua vida neste lugar não é nada. Mereces algo pior. Eu devia de ter acabado contigo naquele dia, eu sabia que tu ias armar alguma coisa, mas como vês, (sorrindo) estou aqui, nunca te vais ver livre de mim.

    Lita: CALA-TE, CALA-TE! Devias de estar morto! (bastante exaltada) - Eu ainda me vou vingar de tiiiii! (sendo levada pelos guardas para cela).

    Na cela…

    Lita: Não, este medo não se vai apoderar do meu corpo, da minha mente… Não pode! Pessoas medíocres que “comiam” na minha mão, ajoelhavam-se a meus pés… E agora, o meu destino é ficar neste lugar? NÃO! Nem pensar, não vou desistir agora. Ele vai-se arrepender de tudo o que me fez, tudo mesmo. Quem dita as regras sou eu. Mas não é aqui que vou alcançar algo que seja. Tenho de arranjar um plano…

    ***
    França, Junho de 2011, o dia D?

    Lita: Hoje vou sair daqui! Pssst… Preciso de telefonar.

    Guarda: Não é permitido.

    Lita: Por favor… (fazendo um ar triste).

    Guarda: Pronto, está bem, vai lá.

    Lita caminhou até aos telefones, esperando obter uma resposta positiva…

    Lita: Gabriel?

    Gabriel: Lita?? És mesmo tu??

    Lita: Sim, sou eu. Queria falar contigo…

    Gabriel: Diz, diz! (ficando feliz ao ouvir tais palavras).

    Lita: Como estás no “mundo” dos negócios, vais estar por Espanha?

    Gabriel: Sim, para a semana, porquê?

    Lita: Oh, que coincidência, também vou estar. Sabes como é, espectáculos. Será que nos podemos encontrar?

    Gabriel: Oh nem precisas de perguntar. É óbvio que podemos!

    Lita: Então depois telefono-te para combinar melhor as coisas. Beijo.

    Lita desliga o telefone, não dando hipóteses a Gabriel de se despedir.

    De volta para a cela, Lita deitou-se na cama e ficou com um ar pensativo. Já de noite, quando ninguém está a rondar as celas, ela levanta-se com muito cuidado. Em seguida, empurra um pouco a cama, até que aparecem dois guardas…

    Guarda 1: Que estás a fazer? (olhando para Lita com um ar suspeito).

    Lita: Eu? Ah… Nada, estava só à procura da minha escova de dentes, está aqui. (sorrindo, ficando nervosa).

    Guarda 1: Hum… Bem, anda connosco.

    Lita: Para onde?

    Guarda 2: Vais para um outro lugar…

    Lita: Ahn? Porquê??

    Guarda 2: Porque amanhã de manhã vais ser levada a tribunal.

    Tribunal? Mas o que seria? Será que iam dar mais anos de prisão por um acto de defesa? Tinha de esperar. Se as coisas não corressem da melhor forma para Lita, a única solução era fugir. Deitou-se na cama e adormeceu…

    08:00H – Tribunal

    Lita entra algemada, sendo levada por dois guardas, senta-se e fica à espera que o juiz comece a falar…

    Juíz: Estamos aqui reunidos para falar sobre a tentativa de homicídio por Lita. Esteve presa este tempo todo e a esteve a investigar melhor o lugar do suposto crime e, no meio de umas árvores, conseguiu encontrar uma câmara de vigilância. É verdade que nesse dia, a senhora disparou contra o sr. José para se defender?

    Lita: Sim…

    Juíz: Hum… Está certo, as imagens mostram-nos isso mesmo. É o seu dia de sorte. Vai sair em liberdade.

    Lita estava livre. Foi a melhor coisa que podia ter acontecido neste momento. Assim podia tirar da cabeça aquelas preocupações de a polícia andar atrás dela. Lita sorri e, satisfeita, sai da sala, veste a sua roupa, recebe os seus pertences e pôde, finalmente, respirar ar puro.

    Lita encontrava-se em França. Na WWE, podia estar em qualquer lado a pensar na próxima “vítima”, a planear estragos. Era assim a vida dela dentro daquele magnífico “mundo”. Dentro do ringue, podia descarregar toda a sua frustração. Era maravilhosa em tudo o que fazia. Para tentar esquecer tudo, o passado, fez, durante um ano, uma viagem ao mundo, começou pelos EUA, México, Brasil, depois seguiu para Cabo Verde. Mas algo de curioso aconteceu. O sentimento “invadiu-lhe” a alma. Sim, é verdade, Lita não era uma pessoa simpática, durante o seu percurso no wrestling muitos foram as pessoas que testemunharam o seu mau feitio, mas naquele momento, ao ver aquelas crianças, deixou, por um pouco, a guarda cair…

    Lita: Quem me ter sido feliz como estas crianças... (baixando a cabeça).

    Continuou a sua viagem pela Austrália, Ásia, acabando na Europa, em França, onde foi presa. José tinha trabalho, era camionista. Andava pela Europa a trazer todo o tipo de mercadorias para Portugal. Ainda na sua viagem, Lita viu José a carregar a mercadoria para o veículo e ouvi-o a falar com os colegas que só amanhã se ia embora. Era perfeito para a vingança.

    Agora, nada ia correr mal, pois não queria ter o azar de visitar o estabelecimento prisional. Depois de sair da prisão, precisava de um lugar para estar. Foi até a um motel. Ficou alguns dias. Numa manhã, ao sair do quarto para correr, viu um homem. Quando esse sujeito se virou, era José. Escondeu-se até este se ir embora. Foi até à recepção para saber mais informações sobre José.


    Lita: Bom dia… Sabe alguma coisa sobre aquele indivíduo que saiu do quarto nº 8?

    Recepcionista: Sim, é um camionista. Ele vem sempre para as nossas instalações, passa duas, ou até três noite quando vêm fazer uns trabalhos. Deve ficar só mais esta noite, mas porquê?

    Lita: Ah, desculpe, pensava que era um amigo meu, fiz confusão. Quando ele vier aqui, não comente nada com ele, por favor… (dando-lhe uma nota de 50€.) – Obrigada.

    Lita virou costas e sorriu…

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    Amy

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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Qui Ago 04, 2011 7:16 pm

    Vingança.

    … seguiu-o durante essa noite. Arranjou um disfarce. Irreconhecível, por um momento.

    Lita: Boa noite…

    José: Hum, uma menina portuguesa. (sorrindo)

    E falaram algum tempo… Lita sentia nojo só de olhar para aquele homem. José olhava atentamente para a jovem, por vezes, parecia que a conhecia de algum lado, mas não quis saber. Estava “cego” por tanta beleza. Perguntou se a podia acompanhar até casa, esta concordou.

    José: Aqui? Fica depois desta estação ferroviária?

    Lita: Ah, sim…

    José: Mas não há nada lá ao fundo! (ficando nervoso) – Tem a certeza que é por aqui?

    Lita: Então, ficaste com medo? (sorrindo)

    José: Se morrer, morres comigo. (agarrando Amy pelos cabelos e puxando-a para a linha).

    De um momento para o outro, parece que Lita fraquejou mas quando avistou o comboio conseguiu soltar-se, José tentou vir atrás dela mas as suas calças ficaram presas na linha, tentou soltar-se mas não conseguiu, o comboio passou por cima dele.

    Nesse momento, Lita sentiu-se aliviada e foi embora. “Dever” cumprido. Agora só queria voltar para Portugal. Na noite em que falou com José, este, por um momento, foi aos lavabos e deixou a carteira em cima do balcão do bar em que estavam. Lita, na altura, agarrou na carteira com papel, para não deixar impressões digitais, e tirou o dinheiro necessário para si, visto que já não tinha o dinheiro que conseguiu arranjar na prisão, tendo-o gasto em roupas, entre outras coisas para esta ocasião, e a sua conta de multibanco não dava para quase nada. Quando Lita decidiu fazer a viagem pelo mundo gastou fortunas. O dinheiro que tinha dava para comprar o bilhete de autocarro que a ia levar para Madrid, e não para muito mais.

    Nessa manhã, no dia depois do “suícidio” de José, como Lita dizia, estava o céu limpo, sol e um ar fresco. Saiu do motel, de maneira que não fosse reconhecida, e foi até à estação de autocarros. Comprou o bilhete e esperou a hora de partir. Já no autocarro, encostou-se à janela e, durante o caminho, apreciou a paisagem. Sorriu. Sentia-se vitoriosa. Ninguém ia tirar o sorriso da face da jovem. Não era aquele sorriso cínico, maldoso… Era aquele sorriso que todos fazem quando a felicidade invade a alma, a mente. Era precioso.

    Algumas horas depois, Lita, finalmente, chega ao seu destino. Antes de partir de França, ligou a Gabriel para combinar o sítio onde se iam encontrar. Os dois encontraram-se e falaram. Gabriel estava encantado ao olhar para a amada, Lita nem tanto. Apenas queria uma boleia para Portugal. Gabriel falava, falava, falava… Lita sorria. Mas não era por causa da companhia.

    Ao anoitecer, Gabriel e Lita foram a um restaurante. Depois de jantar, ambos dirigiram-se ao hotel, descansando para a viagem de amanhã.


    Portugal, Julho de 2011

    Chegaram a Lisboa. Gabriel levou-a a casa. Durante todo este tempo, o telemóvel da Diva estava desligado. Liga-o, vê as mensagens, as chamadas, não quis saber. Alguns minutos depois, recebe uma chamada, não conhecia o número mas atendeu. Algum tempo de conversa, desligou e sorriu.

    Gabriel: Então, quais são os teus planos para agora? Essa "grande" tour já acabou?

    Lita: Tour? (confusa)

    Gabriel: Sim, tu disseste que andavas a fazer uns espectáculos…

    Lita: Ah sim, em pequenas federações… Nada de especial.

    Gabriel: Hum… Então e agora?

    Lita: Agora uma nova batalha está para vir… (cerrando as mãos).

    Gabriel ficou confuso com as palavras proferidas por Lita. Já de noite, despediu-se e foi embora. Lita desceu as escadas que iam dar à sua cave, treinou durante a noite toda. A sua mente estava focada numa antiga coisa. Estava mais forte que nunca. A sorte estava do seu lado e ia permanecer do seu lado daqui adiante.

    Obstáculos? Não existiam.


    ***

    [A “continuação” desta promo está aqui: http://ptbooking.livreforum.com/t193-mns-2-lita-vs-melina]
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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Qua Ago 10, 2011 11:06 am

    8:30H

    Lita acordou com os raios de sol a “baterem-lhe” na face. Sentou-se na cama e sorriu. Estava feliz e com um sorriso maldoso! A sua estreia foi... fantástica. Saiu do ringue, vitoriosa. E o que interessava neste momento era o seu próximo passo… Revolução.

    Saiu da cama, tomou um duche, vestiu o seu fato de treino, pôs os seus óculos de sol, colocou os fones nos ouvidos e começou a ouvir música: Metallica. Este tipo de banda, por mais estranho que pareça, fazia com que a lutadora ficasse calma. Saiu do hotel e foi correr. Foi parar até um belo parque, com um ambiente sereno, bastante agradável. Aí, Lita fez os seus alongamentos. Algum tempo depois, foi a um daqueles “barracas” que vendem refrigerantes, gelados, e pediu uma água. Continuou o seu percurso, enquanto se refrescava. De repente, parou. Alguma coisa lhe chamou à atenção. Aproximou-se para confirmar. Lita deixou cair a sua garrafa de água, ficou pasmada a olhar para uma mulher. Depois de tanto tempo sem a ver, como era possível ela estar ali?? Tirou os óculos. As lágrimas começaram a percorrer a bela face da jovem. As pessoas que passavam olhavam para ela, uns perguntavam se estava tudo bem, outros ignoravam. Lita saiu do parque a correr, não queria mais ver aquela imagem. Ao chegar ao hotel, onde se instalou para passar a noite depois do show da UWA, começou a chorar. Sentia-se tão magoada, tão frustrada. Mas porquê? Depois de ter ultrapassado um passado tão sombrio, as coisas estavam a correr tão bem. O “caminho que percorria” não tinha obstáculos, mas também não devia de trazer à vida de Lita pessoas inesperadas, pessoas que a magoaram. Que horrível sensação. E, de um momento para o outro, sentiu raiva e destruiu (quase) o quarto todo. Os funcionários do belo hotel de 5 estrelas batiam na porta 502, queriam saber se tudo estava bem, Lita berrava para estes se irem embora, para não a incomodarem.

    Lita: Porquê? Porque tinhas de aparecer agora? PORQUÊ??? (chorando) Traidora! Deixaste-me sozinha com aquele filho da mãe, abandonaste-me!


    Para além de estar irritada com a situação, interrogava-se sobre a jovem que estava ao lado da mãe…
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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Qui Ago 11, 2011 3:47 pm

    No dia a seguir, Lita ainda pensava na mãe. Era muita coincidência estar ali. Na altura em que Emília abandonou Lita, era um pouco difícil sobreviver em Portugal. Possivelmente, pensando Lita, terá migrado para os EUA, o país de todas das oportunidades. Onde era mais fácil arranjar um trabalho e onde se ganhava bem. Mas era apenas uma hipótese. Por isso mesmo, e ainda nos EUA, Lita caminhava de um lado para o outro na sua mansão. Era um espaço escuro, as paredes estavam pintadas de um tom escuro e esse mesmo espaço era preenchido por móveis também de tom escuro. Lita aproximou-se da janela, desviou o cortinado e olhou lá para fora. Estava bastante apreensiva. Por um lado, queria voltar ao tal parque, com a esperança de poder ver a mãe e falar com ela. Por outro, não sabia como ia ser a reacção da sua progenitora ao vê-la… Tinha receio de ser rejeitada, mais uma vez. Sentou-se no sofá. Ficou algum tempo sentada a olhar à sua volta, a pensar no que fazer. A certa altura, adormeceu.

    Lita: Mãe??... Mãe, onde vais? Que malas são essas? Vamos embora daqui?!

    Mãe: Shiiiiu! Aquele sacana está a dormir, ele não pode saber que estou a fazer isto! Desculpa filha, mas a mãe tem de ir embora…

    Nesse momento, Emília saiu de casa, deixando a filha num ambiente violento. As lágrimas começaram a percorrer a face da criança. Tentou ir atrás da mãe, mas já foi tarde de mais. Caíu no chão. Chorou. É impossível descrever a dor, a tristeza, a desilusão que sentiu. A mãe deixou-a com aquele monstro, deixou-a indefesa. Mãe? Não se pode chamar “mãe” a uma pessoa que deixa os próprios filhos para atrás.

    Lita acordou, sobressaltada. Não queria recordar mais estes momentos angustiantes. Foi neste momento que decidiu ir falar com a mãe.

    Saiu de casa e foi até ao parque, a pé. Não era muito longe. Enquanto caminhava, muitas coisas “se passavam” na cabeça da lutadora. Momentos passados, como seria o presente, como poderia seguir, definitivamente, em frente sem estes transtornos. Uma lutadora como ela, não podia ter distracções. Mas, com o passado que teve, era impossível. Portanto, queria resolver tudo agora, “limpar” da sua vida todo este passado negro, para se focar num outro objectivo…


    Chegou ao parque. Respirou fundo e seguiu em frente. Andou por “todos os cantos” e, ao fundo, avistou a mãe. Lita começou a tremer, o seu coração batia fortemente. Tentou avançar, mas não conseguia. Estava demasiado nervosa. Tentou acalmar-se. E nesse instante viu a mãe a ir embora. Foi atrás dela. Esta entrou num táxi. Lita olhou à sua volta e, um pouco atrás, vê um táxi parado, do qual um homem ia entrar. Lita, de forma rápida, afasta o homem, empurrando-o e entra no veículo.

    Lita: Siga aquele táxi da frente… Rápido!!

    Passado algum tempo, a mãe de Lita chega ao seu destino, a sua casa. Lita pagou ao motorista, saiu do táxi e ficou a olhar à sua volta. Parecia que estava no paraíso. Um bairro calmo, cheio de cores, havia harmonia e felicidade no ar. Nesse instante, Lita lembrou-se do bairro em que vivia. Pobre, cheio de violência, onde as cores mais escuras predominavam. Lita foi até à vivenda nº 5 e tocou à campainha.

    Emília abriu a porta e quando viu quem era, ficou espantada.

    Emília: Amy??!!

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    Re: Lita

    Mensagem por Amy em Sex Ago 12, 2011 3:15 pm

    Amy/Lita olha seriamente para a mãe. Segundos depois, começa a olhar para a casa desta. Bem melhor que a anterior. Emília repara na expressão de Lita e convida-a para entrar. Lita sentia-se revoltada com as grandes mudanças que estava a ver. Mesmo assim, aceitou o convite. Sentiu um conforto ao estar ali, sentia-se segura. A casa não era muito grande, mas acolhedora. Estava pintada com tons claros e com uma mobília antiga, tudo bem organizado. Na altura, Lita emocionou-se. Mas a emoção acabou depressa. A fúria invadiu a sua mente.

    Mãe: Então… como é que estás? (nervosa)

    Lita: Porque é que me deixaste para trás naquela casa, com aquele monstro? Porquê?!

    Mãe: Eu… Sabes… (respirando fundo) Naquela altura, não sei o que se passou comigo. Eu queria ter uma boa vida para mim e para ti também. Estava farta daquele ambiente e chegou a um ponto que já não aguentava mais e tive de vir embora… Desculpa filha, eu não queria deixar-te ali, sei que fui uma egoísta, mas já não conseguia voltar atrás para te ir buscar…

    Lita: Que raio de mãe és tu que nem proteger a tua própria filha sabes?? Nem imaginas o medo que tive de passar todos os dias, ele batia-me, abusava de mim e tu… aqui, na tua nova e feliz vida. (irritada)

    Mãe: Eu pensei muito em ti Amy! Eu queria voltar, mas tinha medo! Perdoa-me!

    Lita: Não te posso perdoar… (levantando-se do sofá) Que raiva!

    Mãe: (levantando-se também e aproximando-se de Lita para a acalmar) Eu percebo a tua raiva mas perdoa-me! Vamos esquecer isto!

    Lita fartou-se das palavras da mãe e agarrou-lhe no pescoço. Entretanto, chega a casa uma jovem que impede a violência. A mesma jovem que estava com Emília no parque…

    ???: Mas o que é que se passa aqui? Lita??

    Lita: Tu? (confusa)

    ???: Mãe, estás bem?

    Lita: MÃE? (olhando seriamente para a mãe)

    Mãe: Calma! Sim, mãe… Vocês são… irmãs…

    Lita e Kelly: IRMÃS?? (chocadas)

    Nenhuma delas queria acreditar no que estava a ouvir. Lita e Kelly, irmãs? Como o mundo é pequeno. Nesse momento, Lita ficou ainda mais enraivecida por saber que a irmã teve uma “vida de sonho”, enquanto ela não teve nada. Lita abandonou a casa da mãe. Não aguentava estar ali, não tinha mais forças para enfrentar a situação.

    Ainda nesse dia, à noite, Lita estava em casa, no seu ginásio e treinava com bastante intensidade e raiva. O seu telemóvel tocou, atendeu e percebeu que era a irmã. Atirou o telemóvel à parede, ficando desfeito. Não tinha paciência para “teatrinhos”.

    Quanto mais afastada estivesse da mãe, da irmã, melhor. Ou, podia aproveitar-se desta situação


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    Re: Lita

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